Laáàrìn Ọ̀run àti Aiyé: espetáculo do projeto Um Quê de Negritude promove encontro entre ancestralidade, identidade e espiritualidade
- Hiago Bezerra dos santos

- há 25 minutos
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Sob a copa de um antigo baobá, árvore que guarda memórias de um tempo em que a existência sobreviveu às tentativas de apagamento, nasce Laáàrìn Ọ̀run àti Aiyé, espetáculo do projeto Um Quê de Negritude.

O baobá, símbolo da ligação entre o Aiyé (terra) e o Ọ̀run (céu), torna-se o ponto de encontro entre a memória, a ancestralidade e os caminhos que atravessam gerações. É sob essa árvore que um Omodé inicia uma jornada movida pela curiosidade, pela atração e pelos sonhos.
Ao longo desse caminho, encontra um Preto Velho que, por meio de histórias, ensinamentos e afeto, apresenta os caminhos das religiões de matriz africana e o significado do chamado espiritual. A jornada não é apenas uma descoberta sobre a religiosidade. É também um encontro com a própria identidade, com a memória de um povo e com as raízes que conectam o mundo visível ao invisível.
Entre cantos, movimentos e ancestralidade, o espetáculo convida o público a refletir sobre o chamado como uma experiência que atravessa o corpo, a memória e a história. Uma experiência que pode revelar caminhos, despertar perguntas e aproximar cada pessoa de suas próprias raízes.
Laáàrìn Ọ̀run àti Aiyé é uma travessia entre mundos. É memória que se movimenta. É ancestralidade que ensina. É a vida que, entre o Aiyé e o Ọ̀run, continua encontrando caminhos para existir, resistir e contar suas histórias.
O espetáculo acontecerá nos dias 09 e 10 de novembro, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju/SE.


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